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Nº 1261 ano 2017
Data:

Principal Saúde


Outubro Rosa conscientiza população para a prevenção ao câncer de mama

A cor remete ao laço que simboliza no mundo inteiro a luta contra essa doença e estimula a população, instituições, empresas e entidades. O movimento teve início nos Estados Unidos, no mês de outubro ainda nos anos 90 e no Brasil, teve início em 2002.

Por: Cyntia Miranda
09/10/2017 9h:55min Atualizada em 13/10/2017 14h:45min
Foto: Divulgação
O autoexame é importante, mas não substitui a mamografia anualmente

O Outubro Rosa é uma campanha mundialmente conhecida, que trabalha a prevenção e conscientização ao câncer de mama. A cor remete ao laço que simboliza no mundo inteiro a luta contra essa doença e estimula a população, instituições, empresas e entidades. O movimento teve início nos Estados Unidos, no mês de outubro ainda nos anos 90. Na época, diversos estados realizavam ações isoladas referente ao câncer de mama e a importância da mamografia. Logo depois, foi aprovado no Congresso Americano o mês de outubro se tornar o mês nacional de prevenção do câncer de mama.

No Brasil, a primeira manifestação da causa foi a iluminação em rosa no Mausoléu do Soldado Constitucionalista em São Paulo, no dia 2 de outubro de 2002. A data comemorava os 70 anos do Encerramento da Revolução. Um grupo de mulheres foi responsável por essa iniciativa.
Nos meses de maio e outubro de 2008, diversas instituições iluminaram monumentos de rosa relacionados a campanha, como o Cristo Redentor no Rio de Janeiro. O Instituto Neo Mama de Prevenção e Combate ao Câncer de Mama sediado em Santos-SP, em preparação para o Outubro Rosa, iluminou de rosa a Fortaleza da Barra em homenagem ao Dia das Mães e pelo Dia Estadual (São Paulo) de Prevenção ao

Câncer de Mama comemorado todo terceiro domingo do mês de maio e repetiu o ato em 2009.
Desse período em diante, o país inteiro passou a iluminar de rosa os prédios de diversas instituições públicas e privadas, no mês de outubro. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), o objetivo da campanha Outubro Rosa, é fortalecer as recomendações do Ministério da Saúde para o rastreamento e o diagnóstico precoce do câncer de mama e desmitificar conceitos em relação à doença.

Médicos oncologistas falam sobre o câncer de mama

O jornal Primeira Página entrevistou dois médicos oncologistas para esclarecer dúvidas gerais a respeito do câncer de mama. Ambos falaram sobre a prevenção, tipos de tratamentos, chances de cura e a importância da campanha Outubro Rosa, em conscientizar a prevenção da doença.

 

Prevenção 
De acordo com a oncologista clínica Cintia de Gouveia Nunes, para um paciente sem nenhum histórico familiar de doenças como o câncer de mama e no ovário, recomenda-se fazer a mamografia uma vez por ano, a partir dos 40 anos de idade. Em caso de histórico familiar ou mutação genética, é importante iniciar o exame de prevenção mais cedo, por volta dos 35 anos.
“A prevenção é fundamental através de mudanças no estilo de vida. Cerca de 45% dos cânceres de mama estão relacionados ao álcool, obesidade, falta de exercício físico e dieta inadequada rica em gordura e açúcar. Essas medidas são protetoras contra diversos tipos de câncer, como tumores do aparelho digestivo e ginecológicos além do câncer de mama”, esclarece Marcelo Uchôa, oncologista da Aliança Instituto de Oncologia.
A doença é mais frequente nas mulheres a partir dos 40 anos. De acordo com Cíntia “apenas 15% estão envolvidos com questão genética”.
De acordo com Marcelo, os exames direcionais devem ser iniciados com a ultrassonografia, além da mamografia. Porém, naquelas mulheres com história familiar em parentes de primeiro grau de câncer de mama ou ovário, a mamografia deve começar 10 anos antes do membro da família mais jovem (não antes dos 30 anos).
Cintia lembra ainda que “o autoexame é importante, mas não substitui a mamografia. O diagnóstico precoce ajuda na cura e tratamentos menos agressivos. É necessário passar anualmente no ginecologista e mastologista e na presença de qualquer sintoma, procurar o médico”.
Sintomas 
A oncologista clínica Cintia de Gouveia Nunes, explicou que um dos sinais do câncer de mama é o nódulo, que é a primeira alteração. Os sintomas podem aparecer na textura da pele, principalmente na pele do seio ou na região da axila. Ela apresenta mudança na cor e na textura. O outro sintoma é a inversão do mamilo e secreção ou sangue saindo por ele. A partir do momento em que há a suspeita do câncer de mama, o primeiro passo é procurar um mastologista e oncologista. “Procurar um mastologista o quanto antes para definir o tratamento é fundamental. As mudanças no estilo de vida são fundamentais mesmo quando a mulher já tem o diagnóstico de câncer de mama. Também está cada vez mais evidente que as emoções têm ligação direta com o nosso sistema imunológico”, explica Marcelo Uchôa.
De acordo com Cintia, o tratamento pode proceder de quatro maneiras. A depender do estágio do câncer “o paciente pode passar por cirurgia, quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia. Existem pacientes que acabam fazendo os quatro tratamentos. Depende do tipo de tumor”, afirma.
Ambos os especialistas confirmam que existe grande chance de cura, caso a doença seja diagnosticado precocemente. “Se a lesão for diagnosticada em fases iniciais as chances de cura chegam a mais de 90-95%. As mulheres que não fazem a mamografia de rotina por medo, receio ou falta de informação tem grande chance de perceber a presença do tumor apenas quando ele atingir cerca de 2-3 cm pelo autoexame das mamas”, explica Marcelo.
Recomendações
“O Outubro Rosa é um mês de conscientização onde são feitas diversas campanhas educativas, para alertar as mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. O amor por si mesma conhecendo o próprio corpo e buscando qualidade de vida vai fazer a mulher viver mais e melhor”, finaliza Marcelo Uchôa.

 

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