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Nº 1267 ano 2017
Data:

Geral Saúde


Palmas é a segunda capital com pessoas infectadas com HPV

De acordo com a pesquisa feita pelo Ministério da Saúde, a capital do Tocantins aparece em segundo lugar entre as capitais com maiores números de infectados com o vírus HPV.

Por: Redação
04/12/2017 9h:46min Atualizada em 04/12/2017 15h:38min
Foto: Divulgação
Palmas possui 32 salas de vacina e estão abastecidas com as doses da rotina

Os dados da pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, em conjunto com o Hospital Moinhos de Vento (RS), revelam que mais da metade da população Brasileira está infectada com o papiloma vírus (HPV, na sigla em inglês). Essa infecção é associada a vários tipos de câncer, principalmente ao de colo de útero, mas também de pênis, de vulva, de canal anal e de orofaringe. Entre as capitais, Palmas ocupa o segundo lugar do ranking com uma taxa de prevalência de 61%. A primeira é Salvador com taxa de prevalência de 71,9%.

De acordo com informações da Secretaria de Saúde do município, a vacina contra a doença está disponível para meninas de 9 a 14 anos e meninos com idades entre 11 e 14 anos. Palmas possui atualmente 32 salas de vacina, e todas estão abastecidas com as doses da rotina. Além disso, existem doses para imunizar mulheres de até 26 anos, conforme orientação do Ministério da Saúde.

A pesquisa foi realizada em 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. Do total de pessoas que participaram do estudo (7.586 entrevistas), 2.669 foram analisadas para tipagem de HPV. Das pessoas testadas, a prevalência estimada de HPV foi de 54,6 %, sendo que 38,4 % destes participantes apresentaram HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer.

O estudo indica ainda que 16,1% dos jovens tem uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) prévia ou apresentaram resultado positivo no teste rápido para HIV ou sífilis. Os dados finais deste projeto serão disponibilizados no relatório a ser apresentado ao Ministério da Saúde em abril de 2018.

Perfil
A população do estudo foi composta por 5.812 mulheres e 1.774 homens, sendo a média de idade de 20,6 anos. A maioria das entrevistas era composta de indivíduos que se autodeclararam pardos (56,6 %), seguido de brancos (23,9 %) e pretos (16,7 %). Apenas 111 indivíduos se autodeclararam amarelos (1,7 %) e 74 indígenas (1,2 %). Essa distribuição é a mesma observada pelo último censo brasileiro onde os grupos raciais pardo e branco representaram a maioria da população dessa mesma faixa etária.

Em relação à escolaridade, 37,9 % dos jovens referiram estar estudando; 28,3 % interromperam os estudos e 33,8 % concluíram os estudos. A população que compôs o POP-Brasil foi, majoritariamente, da classe C (55,6 %) ou D-E (26,6 %), seguida da classe B (15,8 %) e somente 112 indivíduos foram incluídos na classe A (2,0 %). Dos indivíduos que referiram estar trabalhando, 21,0 % o fazia sem carteira de trabalho assinada (ou trabalho informal – por conta própria), 20,8 % trabalhavam com carteira assinada, 1,0 % era servidor público e 57,0 % somente estudavam.

A maioria dos indivíduos referiu estar em uma relação afetiva estável, sendo que 41,9 % estavam namorando e 33,1% casados (ou morando com o parceiro); o restante estava sem relacionamento, sendo solteiro (24,2 %) ou divorciado (0,7 %).

Vacina contra o HPV foi implementada em 2014

A diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, explica: “A vacinação contra HPV foi implementada em 2014 como estratégia para o enfrentamento da doença. Até então, não há estudos de prevalência nacional do HPV que possam medir o impacto da vacina no futuro. O sucesso da vacinação deve ser monitorado, não somente em termos de cobertura, mas principalmente em termos de efetividade na redução da infeção pelo HPV”.

Ainda segundo a diretora do DIAHV, “os desafios a serem enfrentados resumem-se em aumentar a cobertura vacinal nas mulheres vivendo com HIV/aids na faixa etária de 09 a 26 anos de idade; ampliar a vacinação para homens vivendo com HIV/aids até 26 anos de idade; ampliar para HSH até 26 anos de idade; e ampliar para meninos”.

 

 

 

 

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