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Nº 1267 ano 2017
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Principal Transito


Ponte no Lago de Palmas tem 15 anos e já sofre com tráfego intenso

Ponte Fernando Henrique Cardoso foi inaugurada em 2002 pelo ex-governador Siqueira Campos e pelo então presidente FHC. Relatos de moradores do distrito de Luzimangues, que completa 23 anos este mês, exemplifica situações dos motoristas.

Por: Cyntia Miranda
01/10/2017 21h:40min Atualizada em 06/10/2017 20h:08min
Foto: Divulgação
Ponte Fernando Henrique Cardoso foi inaugurada em 2002 com apenas duas faixas de sentidos opostos

A Ponte Fernando Henrique Cardoso foi inaugurada em 2002 pelo ex-governador Siqueira Campos e pelo então presidente. Ela fica sobre o Rio Tocantins, no Lago formado pela usina hidrelétrica e liga a cidade de Palmas à cidade vizinha, Paraíso do Tocantins, que também dá acesso e à rodovia BR-153. A rodovia TO-080 dá acesso também ao distrito de Porto Nacional, Luzimangues. Na época, ela foi construída e inaugurada com apenas duas pistas, uma de ida e a outra de volta. Hoje, a ponte já não atende a quantidade de carros que ali trafegam diariamente.

Esse fato poderia ter sido evitado, caso a ponte FHC e o aterro tivessem sido construídos com quatro pistas. Esse seria o ideal, sendo duas em um sentido e outras duas no sentido contrário. Uma outra alternativa seria ao menos uma terceira faixa, com a possibilidade de ser reversível nos horários de trânsito mais intenso. Como por exemplo de manhã, para entrada na capital e no final da tarde, horário de saída da capital.

Esse problema prejudica os motoristas que passam pela ponte. Sejam visitantes da capital, quem vem para tratar de negócios, empresários e a população que mora em Luzimangues. O distrito cresceu muito, devido às limitações de Palmas, que é uma cidade verticalizada, situada entre a Serra do Carmo e o Lago. Este mês (outubro), Luzimangues, distrito de Porto Nacional, completa 23 anos, com cada vez mais loteamentos e construções. Junto com isso, vem o crescimento da população que pela proximidade com a capital, precisa passar pela ponte FHC com frequência e na maioria das vezes, diariamente. Muitos trabalham e estudam em Palmas ou vão até a capital para resolver assuntos de seu interesse.

Por esses motivos, o congestionamento na ponte que inicialmente ocorria nos finais de semana, devido as chácaras e praia do outro lado, agora revela-se diário. Não só nos horário de pico, como em quase todo tempo. São registrados na ponte vários acidentes com vítimas fatais. Só este ano (2017) já foram cinco acidentes com vítimas.

As causas desses acidentes podem ser a sinalização inadequada, a falta de instalação de radares para que os limites não sejam ultrapassados, condutores que dirigem alcoolizados, entre outros.

Constata-se que essa foi uma obra onde faltou a visão de futuro na hora do planejamento, levando em consideração o tempo a médio e longo prazo, podendo-se dizer curto, já que em apenas 15 anos a ponte se revelou insuficiente. Provavelmente devido a pressa dos governantes em realizar a inauguração da obra, ela tenha sido construída de forma limitada.

Moradores de Luzimangues relatam rotina do tráfego na ponte

O jornal Primeira Página colheu depoimentos de moradores do distrito de Luzimangues para exemplificar as diversas situações que os motoristas que precisam trafegar pela ponte, enfrentam. As pessoas que vivem do outro lado e precisam ir e vir todos os dias, reclamam do grande fluxo de veículos no local. Além de passarem por transtornos como engarrafamentos e acidentes. Segue abaixo depoimentos: 
Mayara Moreno de Mello, advogada, 29 anos.
- "Normalmente saio de casa por volta das 7:30 visto que tenho que estar no trabalho as 8h00. O retorno é por volta das 19h00. Normalmente nestes horários o fluxo de veículos é bastante intenso. Inclusive os motoristas não respeitam os limites de velocidade e faixas contínuas, o que aumenta o risco de acidentes. Assim, sugiro que aumentem a quantidade de faixas. E, caso não seja possível, mais fiscalização ou pardais. Já passei por engarrafamentos diversas vezes. Especialmente quando tenho que atravessar as 8h ou 18h que são os horários de maior fluxo de veículos. Inclusive uma vez me envolvi em um engavetamento de 5 veículos, visto que um caminhão freou em cima da hora no pardal".
Paula Cristina de faria, do lar, 25 anos. 
- "Geralmente sempre atravessamos a ponte em horário de pico. Saímos entre às 7h30 e 8h e retornamos às 18:00. Sobre a questão de outras faixas não sei se resolveria, já que a velocidade máxima é 70 quilômetros por hora, mais faixas ou menos faixas, os acidentes continuariam, pois são poucas pessoas que tem consciência. Engarrafamento só quando tem algum acidente ou transporte pesado. Já sofri um acidente esse ano, em que tiveram que interditar um sentido. O acidente foi dia três de março. Estava eu (gravida), meu esposo e minha filha de quatro anos indo para casa, quando um motoqueiro invadiu a pista contrária e bateu em nosso carro de frente. O carro e a moto tiveram perda total. Nós que estávamos no carro não nos machucamos, mas infelizmente o rapaz veio o óbito na hora pelo impacto com o carro".
Mauryllio Ferreira Oliveira Loiola, autônomo, 22 anos. 
- "Minha rotina de ida e vinda é grande porque preciso ir e vir para trabalhar e ir para a faculdade. Então é todos os dias tanto de manhã quanto a tarde. Eu preciso passar regulamente de manhã cedo entre sete e oito horas da manhã e entre às 22h e 23h. Na minha concepção precisaria de mais faixas sim, se possível e se tivesse como ampliar mais a ponte para evitar acidentes. Já passei por vários engarrafamentos porque tem vezes que precisam fazer reparos na iluminação e o fluxo de veículos já é grande e ainda tomam metade da pista para isso, acaba dificultando mais ainda. Acidentes também ocasionam engarrafamento porque aí até a chegada do policiamento, fica difícil para poder passar".

 

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